CPMF: Demóstenes diz sentir 'desespero' do governo

A oposição reagiu hoje ao que chamou de "ato de desespero" e "ameaça" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Senado caso a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não seja aprovada. "Ao invés de cortar gastos ele faz ameaças. Senti uma ponta de desespero e isso é perigoso", afirmou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), alertando para o fato de que o desespero do Planalto "pode descambar para a compra de parlamentares, já que muitos estão à venda". No Rio, Lula disse que a "CPMF é extremamente importante" e que "se fizerem estupidez" o Brasil pagará o preço. "O presidente está querendo usar o povo, apostando que o brasileiro é ignorante, o que não é verdade. Está dando uma de Chávez (Hugo Chávez, presidente da Venezuela)", afirmou Demóstenes. Pelo terceiro dia consecutivo, Lula agrediu o DEM ao dizer que os partidos políticos não poderiam ficar "reféns" de uma legenda como a de Demóstenes que "não tem nada a perder". Em defesa de Lula, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), negou que a declaração do presidente seja uma ameaça ou um insulto ao Senado. "O problema é que estão fazendo uma disputa político-eleitoral em cima de uma questão estrutural, que vai além dos governos", afirmou. "A CPMF é importante para a saúde, para o Bolsa Família, para minimizar o déficit da Previdência", defendeu o líder do governo.

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