CPLP e Instituto Camões vão difundir o português em Timor Leste

O Instituto Camões, de Portugal, e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão estudando a formação de uma parceria para promover a difusão do português em Timor Leste, que proclamou sua independência neste ano.O projeto envolve a transformação de um prédio do antigo tribunal de Dili, capital do Timor Leste, no Instituto de Línguas Oficiais, segundo informou Francisco Nuno Ramos, da direção de Serviços de Língua Portuguesa e Intercâmbio Cultural do Instituto Camões, de Portugal.A idéia é fomentar o ensino bilíngue - do português, a língua oficial de Timor, e do tetum, o idioma nacional. No país, falam-se mais de 40 dialetos. A ação visa firmar as duas línguas como um instrumento para fortalecer a identidade do país mais jovem do mundo, que tem cerca de 800 mil habitantes.Por mais de 20 anos, Timor, uma ex-colônia de Portugal, esteve sob domínio indonésio, o que causou a morte de milhares de pessoas. Durante grande parte da ocupação, Timor viveu praticamente isolado do mundo. O português chegou a ser proibido no país, dando prioridade ao malaio, a língua indonésia.Com a independência e a eleição do presidente Xanana Gusmão, Timor Leste passou a fazer parte da CPLP, tornando-se o oitavo membro, ao lado de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Princípe.Segundo o embaixador João Augusto de Médicis, secretário-executivo da CPLP, a estimativa é que serão necessários cerca de US$ 50 mil para a reforma do prédio, que foi praticamente destruído pelas tropas indonésias durante a ocupação.

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