CPI vai recorrer contra suspensão de depoimento de caseiro

O presidente da CPI dos Bingos, senador Efraim Morais (PFL-PB), anunciou, ao encerrar a sessão desta quinta-feira, que vai recorrer contra a liminar emitida pelo ministro Cesar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o depoimento do caseiro Francenildo Santos Costa, que acusa o ministro da Fazenda Antonio Palocci, de freqüentar mansão de Brasília onde se reuniam integrantes da chamada "República de Ribeirão Preto" para festas e para fazerem partilha de dinheiro ilícito. A CPI ouviu apenas parte do depoimento do caseiro, antes que fosse informada da decisão do ministro Peluso. Francenildo Costa Santos ainda está no Senado, em conversa com alguns parlamentares.A açãoO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, concedeu, em parte, liminar requerida pelo senador Tião Viana (PT/AC), ao mandado de segurança impetrado no Supremo na manhã desta quinta-feira. A decisão suspende, até o julgamento final (de mérito) da causa, o depoimento de Francenildo Santos Costa à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos. Não há previsão para o julgamento de mérito.O senador Tião Viana (PT-AC) ingressou no Supremo contra a Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos, que estaria exorbitando de seus poderes ao investigar outros fatos, sem nenhuma prova prévia de conexão com o fato determinado que lhe justificou a instauração.Afirmações constrangedorasTião Viana argumenta que como parlamentar teria direito líquido e certo de exigir que a CPI restrinja suas atividades ao seu objeto formal. O parlamentar enumera, ainda, outros fatos, não relacionados às atividades da comissão, que estariam sendo investigados, evidenciando desvio de finalidade, na forma de abuso de poder, na atuação da CPI.O parlamentar afirmou que o requerimento aprovado ontem,para inquirição do caseiro estaria indevidamente fundamentado. Segundo a ação, o caseiro teria dado entrevista em que ficou demonstrado se tratar de pessoa simples que se propõe a fazer afirmações constrangedoras sobre a vida íntima de pessoas ligadas ao governo, concorrendo para sua desestabilização política ou antecipação da campanha eleitoral.

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