CPI suspeita de tráfico de influência no uso de cartões

Sub-relatores descobriram que 400 locais receberam pagamento com cartão que têm servidores como sócios

Agência Brasil

30 de abril de 2008 | 15h09

A CPI mista dos cartões corporativos descobriu 452 estabelecimentos que receberam pagamentos com cartão corporativo e que têm como sócios servidores ou ex-servidores públicos comissionados. Além disso, esses lugares, ao mesmo tempo em que recebiam pagamentos com cartão, tinham contratos firmados como prestadores de serviço do governo federal.   Veja Também:   Entenda a crise dos cartões corporativos   'Estou preparada para ir a comissão no Senado', diz Dilma Comissão rejeita convocação de Dilma para explicar dossiê Oposição fura o cerco e Dilma terá de explicar dossiê no Senado Dossiê FHC: o que dizem governo e oposição PF pede a governo dados sobre segurança da Casa Civil PF abre inquérito para apurar vazamento de dados de FHC Dossiê com dados do ex-presidente FHC      Os sub-relatores de Fiscalização, deputado Índio da Costa (DEM-RJ), e de Sistematização, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), suspeitam de tráfico de influência.     "É proibido por lei você ser sócio de uma empresa, se você é servidor público, e essa empresa ser contratada pelo serviço público", explicou Índio da Costa.   Entre 2002 e 2008, essas empresas faturaram, segundo Índio da Costa, R$ 615,137 mil nos contratos de prestação de serviço e R$ 615 mil em compras no cartão corporativo.   "O que se conclui é que o número de empresas que prestam serviço ao governo, e que ao mesmo tempo têm um de seus sócios como funcionário comissionado, é bastante grande, o que poderia, em tese, indicar um favorecimento, e é esse favorecimento que se quer evitar", disse Carlos Sampaio.   A CPI constatou também que dez servidores ou ex-servidores comissionados do Executivo e do Judiciário são sócios de empresas e também portadores de cartão corporativo. Em um desses casos, o portador do cartão fez compras na própria empresa. "Foi um gasto pequeno, mas mesmo assim (é proibido)", disse Índio da Costa.

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