CPI só poderá sair em sessão conjunta do Congresso

O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), disse hoje que a criação da CPI da Corrupção somente poderá ocorrer com a formalização do requerimento em sessão conjunta do Congresso Nacional. Sobre a possibilidade de o requerimento ser lido em sessão do Senado, como deseja a oposição, Barbalho afastou essa hipótese. Ele esclareceu que o artigo 21 do Regimento Interno Comum é claro quando estabelece a necessidade de o requerimento ser apresentado em sessão conjunta das duas Casas, ou seja, do Congresso. A pedido do líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), Jader Barbalho cancelou a sessão conjunta marcada para hoje, quando a oposição apresentaria o requerimento e, em seguida, iria pedir a sua leitura. " Fiz o que você me pediu", disse o senador ao deputado, por telefone, deixando claro que estava cumprindo uma determinação do governo. A sessão de hoje era em homenagem à memória do governador Mário Covas. Mesmo com a decisão da oposição de protocolar às 15h o requerimento à Mesa do Congresso, a CPI só poderá ser instalada depois da leitura do requerimento em sessão conjunta. A data para isso acontecer dependerá exclusivamente de Jader Barbalho. ?Oportunistas e chantagistas?Em reunião que terminou por volta das 14h, o presidente Fernando Henrique Cardoso pediu aos ministros políticos que iniciem um trabalho de convencimento junto às suas bancadas para que sejam retiradas as assinaturas do requerimento de instalação da CPI da Corrupção. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, o presidente reiterou que a CPI é uma manobra eleitoreira da oposição, que está contando com o apoio de "oportunistas e chantagistas". E nesse caso, segundo o presidente, o governo deve agir politicamente. No encontro ficou acertado que, com exceção de Francisco Dornelles, os demais ministros políticos continuam no cargo e o governo vai insistir na incontitucionalidade da CPI. Sarney Filho descartou que o governo venha a retaliar os aliados dissidentes e negou que sejam liberadas verbas para convencer parlamentares a retirar suas assinaturas do requerimento.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.