CPI quer rapidez na quebra de sigilo da Delta

Operadora pediu mais 60 dias para enviar registros de 2.447 celulares da empreiteira

RICARDO BRITO, Agência Estado

22 de junho de 2012 | 16h25

BRASÍLIA - O presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou nesta sexta-feira, 22, ser contrário ao pedido feito por uma operadora de telefonia para prorrogar o prazo do repasse à comissão do sigilo telefônico da Delta Construções. Em ofício recebido esta manhã pela CPI, a Claro pediu mais 60 dias para enviar os registros de 2.447 celulares habilitados pela empreiteira.

A operadora argumenta que precisa de mais tempo para concluir as pesquisas e processar os históricos de chamados dos aparelhos. Suspeita de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a Delta teve seus sigilos telefônico, bancário e fiscal quebrados no dia 29 de maio.

"Eu discordo (do prazo pedido), até porque a CPI tem prazo para concluir os trabalhos", afirmou Vital do Rêgo, a quem cabe regimentalmente aceitar ou rejeitar pedidos desse tipo. Os trabalhos da comissão parlamentar, passíveis de prorrogação, estão previstos para serem encerrados no dia 4 de novembro. Na prática, o pedido da operadora faria com que os documentos só chegassem à CPI em meados de agosto.

Vital disse que deve cobrar na segunda-feira que a empresa apresente justificativa para o aumento de prazo. Ele vai analisar o caso e dar a palavra final sobre o pedido.

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