CPI quer devassa nas contas de associação de Brasília

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta na Câmara Distrital começará analisar nesta quarta-feira os documentos contábeis da Associação dos Servidores da Fundação Educacional do Distrito Federal (Asefe), acusada de desviar em torno de R$ 20 milhões dos associados. Parte do dinheiro, segundo denúncia de ex-dirigentes, foram usados para financiar campanha política de candidatos da esquerda no DF, entre eles, o ex-governador Cristovam Buarque (PT). A Polícia Civil de Brasília também pretende fazer novas quebras de sigilos dos denunciados.A CPI abriu um racha na Câmara Distrital, já que o PT, que tem a segunda maior bancada, se recusou a participar da composição da comissão. Além disso, a apuração do fato causou uma divisão no partido, ao ponto de o ex-governador ameaçar renunciar caso o ex-diretor do Sindicato dos Professores, Marcos Pato ? autor de uma gravação onde o ex-diretor da Asefe, Firmino Pereira fala sobre o dinheiro desviado ? não seja expulso do PT.A CPI irá trabalhar em conjunto com as Polícias Federal e Civil, que também abriram inquérito para apurar as irregularidades na Asefe que, além da denúncia dos desvios de R$ 20 milhões, é acusada de não pagar o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). ?É um inquérito complexo, mas com a quebra de sigilo, que já foi deferida pela Justiça, vamos chegar à verdade dos fatos?, afirma o delegado da 1ª Delegacia de Polícia de Brasília, Antônio Cavalheiro. ?Vamos ver, com o sigilo, se as pessoas acusadas foram realmente beneficiadas.? Cavalheiro admite pedir novas quebras de sigilo bancário nos próximos dias, após a análise dos documentos contábeis que também foram enviados pela atual diretoria da Asefe. O mesmo rumo será tomado pelo presidente da CPI, deputado distrital João de Deus (PDT), e até mesmo pela Polícia Federal. ?Vamos trilhar o caminho do dinheiro e, por isso, podemos pedir novas quebras?, disse.

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