CPI quebra sigilos de 9 empresas ligadas a bingos

A CPI dos Bingos aprovou, nesta quarta-feira, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de nove empresas que prestam serviço e produzem maquinário para bingos. Entre elas a Cinco Telecom, pertencente a bingueiros angolanos que, segundo o advogado Rogério Buratti, ex-assessor da prefeitura de Ribeirão Preto na gestão de Antonio Palocci, teriam contribuído com R$ 1 milhão para a campanha do presidente Lula em 2002, em troca da promessa de legalização da atividade dos bingos no País.Quebra de sigiloA CPI decidiu pedir que a subcomissão de três senadores que esteve ontem na Caixa Econômica Federal (CEF), agora acrescida do senador Romeu Tuma (PFL-SP), faça uma visita ao delegado da Polícia Federal Rodrigo Carneiro Gomes, incumbido da investigação da responsabilidade pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, para lhe pedir pressa.O senador José Jorge (PFL-PE), argumentou que o prazo de 15 dias dado pela CEF para apurar a violação do sigilo do caseiro Francenildo "é abusiva". "Não conheço nenhum sistema de informática que demore 15 dias para dar resposta", afirmou. "É o que todos estão dizendo: estão procurando um bode expiatório".

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