CPI precisa apurar ocupações de sem-terra, diz deputado

O aumento de 88,8% no número de invasões de terras no Estado de São Paulo verificado no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado é mais uma evidência da necessidade de se pôr em andamento a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) criada para investigar o repasse de verbas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A opinião é do deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.

AE, Agencia Estado

13 de novembro de 2009 | 11h23

Ao comentar a reportagem publicada ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, com o balanço das ocupações, ele observou que um dos objetivos da CPI é verificar se o dinheiro destinado aos assentamentos da reforma agrária não é desviado para financiar invasões. "O Brasil precisa saber de onde vem esse dinheiro", afirmou.

Segundo o parlamentar, cooperativas e associações ligadas ao movimento receberam mais de R$ 150 milhões de órgãos do governo entre 2003 e 2008. Criada em outubro, a CPI ainda não começou a funcionar, em decorrência de pressões de setores parlamentares favoráveis aos sem-terra e à política de relacionamento do governo federal com os movimentos.

Levantamento do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (Nera), ligado à Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), indica que as invasões aumentam no Estado paulista ao mesmo tempo que refluem em outras áreas do País. No primeiro semestre de 2008 ocorreram 36 ocupações no Estado. Neste ano foram registradas 68. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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