CPI pedirá vídeo de ministro fazendo campanha para Lula

Em sessão nesta quinta, deputado do DEM divulgou a informação; Altemir Gregolin nega acusação

da Redação

10 de abril de 2008 | 18h31

A presidente da CPI mista dos cartões corporativos, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) vai pedir, por meio de ofício, o vídeo em que o ministro da Pesca, Altemir Gregolin, teria feito campanha eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem oficial, em 2006. A assessoria da senadora disse ao estadao.com.br que o pedido ao deputado Vic Pires (DEM-PA) será feito por meio de ofício.   Veja também   Necessidade de sigilo de dados não é eterna, diz general à CPI Ouça o 'melô dos cartões'  Ouça: Matilde Ribeiro fala sobre acusações na CPI À CPI, diretor da Abin defende sigilo da Presidência ARQUIVO:  Secretária da Igualdade Racial é líder em gastos, revela Estado  'Troquei de cartões na compra do freeshop', diz Matilde à CPI Gastos com cartões já somam R$ 9 milhões em 2008 Os ministros caídos  Entenda a crise dos cartões corporativos    A divulgação do suposto vídeo foi feita pelo deputado durante sessão da CPI nesta quinta-feira. O deputado leu a transcrição de um discurso feito por Gregolin, no qual ele pediu, durante a distribuição de carteiras profissionais a pescadores, votos para o presidente Lula, a então candidata do PT ao governo paraense, Ana Júlia Carepa, e agradeceu pelos votos dados ao candidato a deputado estadual Miriquinho Batista. A viagem ocorreu em 6 de outubro de 2006, exatamente entre o primeiro e o segundo turno das eleições.   A assessoria esclareceu também que a CPI não está perto de terminar. "Isso é uma grande confusão. O que está perto de acabar é a fase plenária, os depoimentos. Mas o término dos trabalhos está previsto para 8 de junho".   A partir de terça-feira, o relator, o petista Luiz Sérgio (RJ), poderá começar a elaborar o seu documento final. "Não ha prazo para ele concluir o relatório e se ele precisar de mais tempo para concluir o trabalho, a senador irá prorrogar o fim das investigações", disse.

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