CPI pede indiciamento de Dirceu, Delúbio, Genoino e Gushiken

O relatório final da CPI Mista dos Correios, divulgado nesta quarta-feira, recomenda, na parte referente ao chamado valerioduto - esquema de fornecimento de dinheiro a partir das contas do empresário Marcos Valério Fernandes ao PT para pagamento de propina a deputados - que a Justiça indicie dezenas de pessoas. Entre os mencionados estão o próprio Valério, cujo indiciamento é pedido sob acusação de prática de nove crimes: falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, corrupção ativa, supressão de documentos, fraude processual, crime contra a ordem tributária, peculato, atos de improbidade administrativa.Outro de quem o relatório pede o indiciamento é o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, por falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, crime eleitoral, corrupção ativa e peculato. O indiciamento do ex-presidente do PT José Genoino é recomendado porque a ele são atribuídos os delitos de falsidade ideológica, corrupção ativa e crime eleitoral. O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, principal coordenador da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e responsável pelas articulações que resultaram na formação da base parlamentar do governo, é acusado de prática de corrupção ativa, e por isso o relatório recomenda seu indiciamento na Justiça. O mesmo diz o texto da CPI em relação ao ex-ministro Luiz Gushiken, acusado também de tráfico de influência.Banco do Brasil, BMG e Banco RuralAinda na parte relativa ao chamado "valerioduto", o relatório pede à Justiça o indiciamento do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato, pelos crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e peculato. Já o indiciamento do ex-presidente do BB Cássio Kasseb é recomendado por prática de condescendência criminosa. O ex-diretor do Banco Rural Oto Diniz Amorim é acusado de fraude na administração de sociedade por ações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Com eles, o relatório pede à Justiça que indicie também outros dois ex-diretores do BB: Nara Silveira e José Roberto Palieri. À proprietária do Banco Rural, Kátia Rabelo, e ao dono do BMG, Ricardo Guimarães - dos quais o relatório também pede o indiciamento - são atribuídos os crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e fraude na administração de sociedade por ações. O relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), e os sub-relatores pedem ainda o indiciamento de outros dois diretores do BMG - José Otávio de Carvalho Lopes e Janaína Pereira - por prática de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

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