CPI ouve Lorenzetti, Valdebran e Gedimar

A CPI Mista das Sanguessugas deve ouvir nesta terça-feira os depoimentos de Jorge Lorenzetti, chefe do grupo de informação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Valdebran Padilha, filiado ao PT do Mato Grosso, e Gedimar Pereira Passos, advogado e ex-policial federal. Os três são acusados de envolvimento na tentativa de compra do dossiê Vedoin - que, supostamente, seria usado contra políticos do PSDB.A partir das 10 horas, membros da comissão devem votar parte dos 206 requerimentos e convocações que aguardam deliberação. Em seguida, os integrantes da CPI tomam o depoimento de Valdebran. À tarde, a partir das 15 horas, Passos deve prestar esclarecimentos. Na quarta, é a vez de Oswaldo Bargas, ex-secretário do Ministério do Trabalho, e Expedito Veloso, ex-diretor de gestão de risco do Banco do Brasil, serem ouvidos.Lorenzetti e o BescEm reportagem publicada nesta terça, o Estado informa que a Polícia Federal rastreou 30 ligações entre telefones do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e os celulares de Lorenzetti, entre 8 e 25 de setembro - período da tentativa frustrada de compra do dossiê.De acordo com o Estado, somente no dia em que Padilha e Passos foram presos no Hotel Ibis, em São Paulo, foram realizadas nove chamadas. Três dias depois, quando foi divulgado o depoimento em que Gedimar informava ter sido contratado pela Executiva Nacional do PT, outras seis ligações foram identificadas. Entre os dias 11 e 14 há o registro de outras sete chamadas.As trocas de chamadas entre Lorenzetti e o Besc fazem parte de linhas de investigação da PF ainda sem conclusão. É possível que parte do R$ 1,75 milhão utilizado na tentativa de compra tenha vindo do banco. No entanto, as chamadas podem também indicar apenas relações entre colegas, pois Lorenzetti foi diretor-administrativo da instituição e licenciou-se para ingressar na campanha de Lula.

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