CPI ouve Lacerda e Gedimar na próxima semana

A CPI dos Sanguessugas marcou para a próxima terça-feira o depoimento das duas últimas testemunhas sobre o caso do dossiê Vedoin, o advogado Gedimar Passos, e o ex-coordenador da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, Hamilton Lacerda.Gedimar foi preso no dia 15 de setembro em São Paulo com R$ 1,75 milhão para a suposta compra do dossiê. Já Lacerda é apontado pela Polícia Federal como o homem que entregou o dinheiro, em uma mala, para Gedimar.O presidente da CPI, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), informou que o relatório final será apresentado até o dia 15 de dezembro. Ele descartou a possibilidade de prorrogar os trabalhos da CPI para janeiro, afirmando que não deverá haver convocação extraordinária do Congresso nesse período.O vice-presidente da comissão, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), lembrou, no entanto, que ainda aguarda resposta de uma questão de ordem sobre a possibilidade de prorrogação dos trabalhos. O deputado disse que também é necessário ouvir o delegado da Polícia Federal (PF) Diógenes Curado, responsável pela investigação sobre o dossiê. Ele pediu a Biscaia que convoque reunião administrativa na próxima semana.Também na próxima semana, mas ainda sem data definida, a comissão fará audiências com o ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage Sobrinho; com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Guilherme Palmeira; e com os deputados Sérgio Miranda (PDT-MG) e Ricardo Barros (PP-RR), da Comissão Mista de Orçamento, com o objetivo de discutir procedimentos para evitar fraudes como as investigadas pela CPMI.Novos documentosO sub-relator da CPI, deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), foi informado que um empregado doméstico dos Vedoin procurou o deputado Babá (PSOL-PA) afirmando que tinha identificado documentos na casa da família que não tinham sido entregues à Polícia Federal. Esse empregado já teria prestado depoimento à PF e, por isso, Gabeira defendeu o acesso da CPI a essas declarações. Biscaia disse que, da última vez que esteve me Cuiabá, o delegado Curado informou que não restou nenhum documento depois da última busca e apreensão feita na residência. Ele afirmou, no entanto, que vai se informar sobre esse episódio.

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