CPI no DF receberá próximos depoimentos por escrito

Comissão poderá decidir pela convocação de alguns, para obter declarações pessoalmente

Agência Brasil

05 de abril de 2010 | 12h36

Os próximos depoimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito da Codeplan serão recebidos por escrito. A CPI da Câmara Legislativa do Distrito Federal investiga denúncias de corrupção no DF. Mas a comissão poderá decidir depois pela convocação de alguns, para que façam outras declarações pessoalmente, segundo informou a presidente da CPI, deputada Eliana Pedrosa (DEM).

 

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Para ela, a decisão dos membros da comissão de encaminhar as perguntas por escrito deverá dar mais agilidade aos trabalhos, que "precisam ser rápidos a fim de que o processo eleitoral que vai escolher o governador para exercer mandato tampão até o final do ano no DF não contamine o trabalho da comissão".

 

A CPI vai funcionar no 5º andar da nova sede da Câmara Legislativa, que está em fase de construção na Praça do Buriti. "O resultado mais importante que a comissão está mostrando, por enquanto, é que a Câmara está cumprindo seu papel. Muita gente achava que a CPI não resultaria em nada concreto mas estamos mostrando que sim", disse a deputada em entrevista à Agência Brasil.

 

Segundo Eliana Pedrosa, os deputados distritais não podem ser responsabilizados pelo fato de os depoentes reivindicarem o direito constitucional de ficar calados, para não produzir provas contra si. "Eles também usam desse artifício da lei para produzir sua própria defesa".

 

O novo espaço que vai ser ocupado pela comissão, segundo ela, vai acomodar melhor os parlamentares e funcionários envolvidos com a CPI, permitirá que os documentos fiquem todos em um só lugar e viabilizará reuniões de diversos órgãos, como o Tribunal de Contas do DF, as polícias Federal e Civil e os próprios técnicos da Câmara Legislativa.

 

A previsão inicial é de que os trabalhos da CPI da Codeplan terminem até o dia 18 de junho, mas poderá haver prorrogação, se algum fato novo justificar a extensão do prazo.

 

Os depoimentos escritos dos empresários citados na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal começam a ser lidos depois do depoimento do dono da empresa de informática Linknet, Gilberto Lucena, previsto para terça-feira, 6. Para os seguintes, as perguntas serão encaminhadas a partir da quarta-feira, 7.

 

Deverão responder à CPI, Antônio Ricardo Pechis (da Adler), Maria Cristina Bonner (da TBA), Avaldir da Silva Oliveira (da CTIS) e Nerci Soares Bussamra (da UniRepro), que terão dez dias para enviar as respostas.

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