CPI não pode virar tribunal de exceção, diz Collor

O senador Fernando Collor (PTB-AL) afirmou, em discurso no plenário hoje, que a CPI do Cachoeira não pode virar "um tribunal de exceção". Collor, ex-presidente da República (1989-1992) alvo de uma CPI que o levou ao impeachment, foi escalado pelo bloco PTB/PR para compor a comissão destinada a investigar as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados.

RICARDO BRITO, Agência Estado

25 de abril de 2012 | 18h53

"É preciso não deixar que o colegiado torne-se instância fadada a servir de mero palco para a vileza política e um campo fértil de desrespeito aos mais elementares direitos constitucionais dos homens públicos ou de qualquer cidadão brasileiro. Muito menos permitir que, em plena democracia, a Comissão transforme-se num tribunal de exceção, fato este que, tenho certeza, não será patrocinado sob a coordenação do presidente da comissão, senador Vital do Rêgo, e do relator, deputado Odair Cunha", afirmou.

Collor disse que estará atento para que não haja "vazamento de informações sigilosas" e que "certos meios" não se prestem a agir como "simples dutos condutores de notícias falsas ou manipuladamente distorcidas". O senador do PTB afirmou estar de olho em todos aqueles que "detenham poder e instrumentos de informação, inclusive sobre os servidores da Casa".

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