CPI não pode ser usada para desviar atenção ou perseguir, diz Alckmin

Governador de SP disse não saber se há negócios da empreiteira Delta com o Estado de SP

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

19 de abril de 2012 | 13h25

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira, 19, que a CPI do Cachoeira não pode servir para uso político. Alckmin participou de uma reunião com governadores na Câmara dos Deputados para debater a renegociação da dívida dos Estados.

"Não pode ter utilização política, nem para desviar atenção nem para perseguir partidos ou pessoas", afirmou o tucano. "É importante investigar, esclarecer e punir", completou.

Questionado sobre se faria alguma auditoria nos contratos da empreiteira Delta em seu Estado, o governador disse não saber se há negócios com a empresa. "A Delta, se tiver contrato em São Paulo, é mínimo, residual, vírgula, nem sei se tem."

CPI. Em rápida sessão do Congresso, foi instalada na manhã desta quinta, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o envolvimento do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados. Após a conferência das assinaturas necessárias para a abertura das investigações, a CPI foi instalada com o apoio de 337 deputados e 72 senadores. O número de assinaturas dos parlamentares foi bem superior ao mínimo necessário, que são 171 de deputados e 27 de senadores. A CPI, que será composta por 15 deputados e 15 senadores, com igual número de suplentes, vai funcionar por 180 dias e terá R$ 200 mil em recursos para as suas atividades.

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