CPI investiga material oftalmológico clandestino

O presidente da CPI da Câmara dos Deputados que investiga produtos pirateados, Luiz Antônio Medeiros (PL), afirmou que em Campinas há uma rede de laboratórios e distribuidores clandestinos de colírio e gel oftálmico. As empresas estariam associadas à Lens Surgical, fabricante do Methyl Lens Hypac, metilcelulose usada em cirurgia de catarata que pode ter causado cegueira em 10 pacientes operados no Rio. Oito sócios de três empresas diferentes devem ser ouvidos pelos integrantes da comissão e, segundo Medeiros, há indícios suficientes para que eles saiam do depoimento já presos.Na lista de intimados constam sócios de duas empresas de Campinas: quatro do laboratório Lens Surgical e dois da farmácia de manipulação H.E.J. Cosméticos. O primeiro não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e comercializava a metilcelulose sem autorização do órgão federal. Já o H.E.J. tem autorização para fabricar cosméticos, mas estava produzindo medicamentos. Também devem ser ouvidos dois sócios da Mediphacos, de Minas Gerais, que distribuía a metilcelulose fabricada pelo Lens Surgical."Os oito foram intimados porque a suspeição sobre eles é muito grande. Estive em Campinas e vi que eles não têm autorização do Ministério (da Saúde) e trabalham em um fundo de quintal. A irresponsabilidade é grande", afirmou o deputado, após audiência pública sobre o uso de metilcelulose clandestina na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj). "Eles têm de comparecer ao depoimento nem que seja debaixo de vara", enfatizou.

Agencia Estado,

21 de julho de 2003 | 19h11

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