Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão
Imagem Eliane Cantanhêde
Colunista
Eliane Cantanhêde
Conteúdo Exclusivo para Assinante

CPI investiga corrupção na compra da Covaxin e governo tenta culpar autores da denúncia

Em novo episódio de ‘Por Dentro da CPI’, Eliane Cantanhêde explica suspeitas que pesam sobre aquisição de imunizante indiano, o mais caro negociado pelo Brasil

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2021 | 17h50

“Semana de guerra entre o governo federal e a CPI”, resume a jornalista Eliane Cantanhêde no novo episódio de Por Dentro da CPI. Mais do que “ações e omissões” do governo Bolsonaro na pandemia, a CPI agora começa a investigar uma denúncia de corrupção na compra da Covaxin, vacina fabricada pela farmacêutica indiana Bharat Biotech. O chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Fernandes de Miranda e seu irmão, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) revelaram ter levado ao presidente Jair Bolsonaro indícios de corrupção na compra da Covaxin, a vacina mais cara contratada até agora pelo governo federal e a única negociada com uma empresa intermediária, a Precisa Medicamentos

Eliane destaca que o governo, em pronunciamento do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, chamou a denúncia de fake news e acusou de fraude os denunciantes, culpando o “mensageiro” em vez de investigar a denúncia. “Em vez de olhar a mensagem, está culpando o mensageiro”, diz a colunista. “Por que não deram direito a perguntas naquele pronunciamento? Qual medo das perguntas?.”

Quem espalhou fake news foram Onyx e o ex-secretário executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco, que participou do pronunciamento, explica Eliane. Isso porque os dois disseram que os irmãos Miranda teriam fraudado o documento apresentado para justificar a denúncia, uma invoice (nota fiscal) de pagamento prévio da Covaxin. A jornalista destaca que a alegação de Onyx e Franco, sim, é fake, tanto que o documento consta do site do Ministério da Saúde e, apesar de não ter havido pagamento, houve assinatura do contrato e o empenho do recurso (a reserva do valor no orçamento). “Por que o governo guerreou tanto com o (Instituto) Butantan (responsável pela Coronavac, de origem chinesa) e ignorou a Pfizer, mas saiu correndo atrás da Covaxin?”, questiona a jornalista.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.