Marcos Oliveira / Agência Senado
Marcos Oliveira / Agência Senado

CPI identifica origem de perfis que disseminam ataques a parlamentares e Judiciário

Facebook fornece à comissão dados de páginas que espalham mensagens que partem de 3 Estados e DF

Felipe Frazão e Patrik Camporez, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2020 | 05h00

BRASÍLIA - A CPI Mista das Fake News identificou que as páginas responsáveis por disseminar ataques virtuais contra parlamentares e integrantes do Judiciário partiram de três Estados e do Distrito Federal. Os dados foram obtidos a partir da quebra de sigilo de perfis solicitados pela comissão ao Facebook, empresa responsável pelas redes sociais usadas para espalhar as mensagens.

As páginas no Instagram que tiveram o sigilo quebrado são Conservador Liberal, Mito do Brasil, além de snapnaro e bolso_feios. Os endereços de criação das duas primeiras apontam para contas acessadas a partir das regiões de Belo Horizonte (MG) e de Cotia (SP). 

No caso da snapnaro, a criação da página foi feita a partir de Valença (RJ), mas a comissão também identificou acesso à conta feito por computadores do Senado, como revelou ontem o jornal O Globo. O presidente da comissão, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), determinou que a Polícia Legislativa investigue de qual máquina da Casa partiu o acesso.

Assessor

A página bolso_feios, apontada como uma das que disseminam ódio contra adversários do presidente Jair Bolsonaro, teve registros de acesso a partir de telefone usado por um assessor do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente. A origem do acesso foi antecipada pelo site UOL.

Todo o material enviado pelo Facebook ainda está sendo analisado pela equipe de perícia ligada à CPI. A comissão deve analisar ainda mais uma leva de quebras de sigilos em reunião marcada para hoje. 

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