CPI: governistas mantêm desistências em sigilo

Os líderes dos partidos governistas estão guardando com um misto de cautela e reserva o nome dos deputados que vão retirar, até a meia-noite de hoje, suas assinaturas do requerimento de criação da CPI da Corrupção. Eles temem que, antecipando os nomes, haja pressão de oposicionistas sobre esses parlamentares. Alguns líderes, como o do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), chegam a estimar que o número dos desistentes poderia chegar a 20. O líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), disse que nesse tema não há vitória nem da oposição nem do governo. "Temos que aguardar para ver como fica a situação até a meia-noite", ponderou. Ele fez duras críticas à oposição, ressaltando que ela se teria comportado de forma "leviana e demagógica", querendo levantar uma CPI contra o governo, que está tomando todas as providências para apurar denúncias de corrupção. Madeira citou como exemplos os casos da extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER). "A oposição quer é pegar uma carona no trabalho de investigação que o governo está fazendo", acusou. Segundo Madeira "os oposicionistas estão fazendo gritaria". Na avaliação dele, todo esse episódio mostra "certo desespero da oposição, que não tem um programa para o País e aposta na tese de que quanto pior, melhor". "E estão apostando na gravidade da situação econômica", completou.

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