CPI dos Sanguessugas também vai investigar o Executivo

O Executivo também será alvo de investigação da CPI dos Sanguessugas. O relator da comissão, senador Amir Lando (PMDB-RO), decidiu nesta segunda-feira, 31. Será criada uma sub-relatoria para apurar o assunto e o seu responsável vai apontar quais ministros devem ser convocados para prestar depoimento."Temos que investigar o Executivo. Por isso, estou propondo essa nova sub-relatoria para investigar os ministérios da Saúde, da Ciência e Tecnologia e da Educação - afirmou Amir Lando.Atualmente, a CPI tem quatro sub-relatorias: de Investigação do Esquema de Fraudes na Aquisição de Unidades Móveis de Saúde, de Processo Orçamentário, de Investigação de Parlamentares e de Sistematização.A nova sub-relatoria deve gerar nova queda de braço entre os integrantes da CPI. A oposição querendo restringir as investigações a Saraiva Felipe (PMDB-MG) e Humberto Costa, ex-ministros do governo Lula e os governistas querendo estender para José Serra, ex-ministro do governo Fernando Henrique e candidato do PSDB ao governo de São Paulo.90 investigadosO sub-relator de sistematização, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), disse que entrega nesta terça-feira a Amir Lando, relatório que fez durante o fim de semana.O deputado destacou que a partir da tarde desta segunda-feira, dois computadores serão disponibilizados para o acesso dos integrantes da comissão às informações dos 90 parlamentares investigados por suposto envolvimento no esquema de venda superfaturada de ambulâncias.Segundo o deputado, garantir o sigilo das informações, os computadores não serão conectados a impressoras nem terão acesso à internet. ?Não haverá impressora ou programa que permita alterações para que os 32 deputados da CPI possam acessar as informações. Isso é por precaução?, disse.Carlos Sampaio revelou que os nomes dos 90 parlamentares supostamente envolvidos no esquema estão divididos em quatro categorias. O primeiro grupo contém documentos e provas ?quase que incontestáveis? contra os parlamentares. São aqueles parlamentares que receberam dinheiro da Planam (empresa acusada de liderar o esquema) na própria conta bancária ou nas contas de assessores ou familiares.O segundo grupo é o que ?contém provas robustas? contra os parlamentares. São aqueles que receberam dinheiro em espécie. ?E existem outros depoimentos que dão credibilidade ao depoimento de Vedoim (dono da Planam), como o livro caixa da empresa e o depoimento de Maria da Penha Lino (ex-assessora do Ministério da Saúde)?, disse o deputado.O terceiro grupo é formado por parlamentares que foram mencionados em depoimentos. Segundo ele, talvez o relator recomende diligências da Corregedoria para as providências cabíveis. O quarto grupo é formado por aqueles parlamentares contra os quais nada ficou comprovado. ?São parlamentares que foram referidos, mas não há nada de concreto?, afirmou.O deputado disse também que as informações divulgadas pela imprensa de que entre 70 e 80 deputados efetivamente estejam envolvidos no esquema ?têm muito a ver com a realidade?, mas não quis confirmar o número exato de envolvidos.

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