CPI dos Grampos prorroga trabalho por 60 dias; plenário votará

A CPI dos Grampos aprovou nesta terça-feira, 10, por unanimidade, a prorrogação dos trabalhos da comissão por 60 dias. A decisão será submetida ainda hoje ao plenário da Câmara. A proposta de 60 dias a mais para as atividades foi sugerida pelo relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA). O entendimento inicial dos integrantes da comissão era de prorrogação por 30 dias, mesmo prazo defendido pelo presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP). "Os fatos apresentados pela revista (Veja) são de extrema gravidade", disse Pellegrino, defendendo prorrogação de 60 dias e se referindo à reportagem da revista Veja. A matéria mostra que o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz espionou ilegalmente várias autoridades do País. Ao abrir a sessão da CPI há pouco, o presidente da comissão, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), explicou que o colegiado recebeu na última quinta-feira parte do inquérito que apura o vazamento das informações da Satiagraha. O material, segundo ele, foi enviado pelo juiz Ali Mazloum via Sedex e está no cofre da CPI desde então. "Nós não estávamos em Brasília quando os nove volumes do inquérito policial e dois do procedimento cautelar chegaram à CPI", justificou, alegando que não saiu da CPI as informações que deram suporte à matéria da Veja desta semana. A CPI também recebeu uma mídia eletrônica encaminhada pelo juiz paulista.

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