CPI dos Grampos adia novamente votação do texto final

Substituta do relator pediu 24 horas para analisar os relatórios; Itagiba pede para indiciar Dantas e Protógenes

ANA PAULA SCINOCCA, Agencia Estado

05 de maio de 2009 | 19h25

A apresentação de quatro votos em separado e a troca do relator da CPI dos Grampos - Nelson Pellegrino (PT-BA) se licenciou do cargo de deputado para assumir nesta terça-feira, 5, a Secretaria de Justiça da Bahia -, levou a comissão a adiar, mais uma vez, a votação do texto final. A substituta do petista, deputada Iriny Lopes (PT-ES), pediu 24 horas para analisar os relatórios. A discussão dos textos será iniciada amanhã e a votação pode ocorrer até o dia 14, prazo final para o encerramento da CPI.

 

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"É a primeira vez em uma CPI que o relator é trocado depois da apresentação do texto final. Preciso de pelo menos 24 horas para analisar o texto e os votos em separado e iniciarmos a discussão", pediu Iriny, sendo prontamente atendida pelos integrantes da comissão. A proliferação de votos em separado se deu ante à exclusão, no relatório de Pellegrino, dos pedidos de indiciamento de personagens centrais da investigação, como o banqueiro Daniel Dantas e os delegados Protógenes Queiroz e Paulo Lacerda, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

O texto do petista, considerado "chapa branca", pediu o indiciamento de apenas quatro personagens periféricos e foi duramente criticado pela oposição. Apenas a parte técnica do relatório oficial não sofreu críticas. A exclusão de Dantas, Protógenes e Lacerda levou o presidente da comissão, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), a apresentar hoje um voto em separado no qual o indiciamento do trio é sugerido, assim como o do ex-diretor adjunto da Abin José Milton Campana.

Em 69 páginas, Itagiba dá sua versão sobre os trabalhos da CPI e recomenda que Protógenes e Lacerda sejam indiciados por falso testemunho, quebra de sigilo funcional e emprego irregular de verba pública (artigo 325 do código penal). Em relação à Campana, o presidente da CPI defende o indiciamento por violação de sigilo funcional e emprego irregular de verba pública. No caso de Daniel Dantas, por interceptação ilegal.

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