CPI dos cartões já tem assinaturas suficientes, diz deputado

Sampaio diz que tem 172 assinaturas na Câmara, uma a mais que necessário e 35 no Senado, oito a mais

Eugênia Lopes e Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo,

13 de fevereiro de 2008 | 18h12

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP)anunciou nesta quarta-feira, 13, que já conseguiu as assinaturas necessárias para abrir a CPI dos cartões corporativos: 172 assinaturas na Câmara (o mínimo é 171) e 35 no Senado (são necessárias 27). Nenhum líder da base aliada assinou o pedido de CPI, o que irritou o líder do governo no Senado, Romero Jucá(PMDB-RR).   Veja também:   Entenda a crise dos cartões corporativos  Briga por comando de CPI ameaça parar Senado Governo indica aliados para postos da CPI dos cartões PSDB diz que não vai investigar família de Lula  Após denúncia, governo publica mudanças para cartões     Segundo Jucá, a orientação do Planalto era para que todos assinassem o requerimento. "A conversa é que a base do governo ia assinar", afirmou, ao defender que comando da CPI seja dividido entre governo e oposição.   O deputado Carlos Sampaio levantou a hipótese de que, de repente, "houve um jogo armado" entre o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS) e o do Senado para que a CPI não saia do papel. "Se fizeram um acordo para me induzir ao erro, eu é que saio de bobo nesta história", disse.   Os líderes do PSDB e DEM na Câmara e Senado se reúnem nesta quinta pela manhã para decidir quais os próximos passos em relação ao requerimento da CPI.   Acordo   Na segunda,  Jucá  fez  um acordo  com Sampaio pela desistência da CPI dos cartões corporativos apenas no Senado, como havia proposto na semana passada, e aceitou a CPI mista, cujas assinaturas estão sendo coletadas pelo deputado tucano.   Sampaio disse que ficou acertado que a CPI investigará os gastos do governo Fernando Henrique Cardoso, mas que deve deixar de lado os do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama, para não passar a idéia de a CPI estaria "xeretando" o chefe de Estado.   "Todos os gastos (da Presidência) serão conhecidos, mas não necessariamente checado o que foi gasto ou não pelo presidente e sua família", afirmou o tucano.   Antes de fechar o acordo, governo e oposição discutiram sobre a abertura ou não do sigilo dos cartões corporativos, especialmente os da Presidência da República. Os governistas não aceitavam que os gastos que incluem despesas do presidente e da primeira-dama Marisa Letícia e de vários assessores próximos ao presidente fossem devassados.

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