CPI do TCM promete "mexer na ferida"

A CPI do Tribunal de Contas do Município (TCM), já aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo, promete mexer numa ferida ?cuidadosamente evitada pelos sistemas de poder no Brasil?, segundo o seu presidente, vereador Gilson Barreto (PSDB). A CPI foi instalada para investigar denúncias de excessos de gastos e inoperância no TCM de São Paulo, mas pretende se transformar em centro de um debate nacional sobre o modelo empregado pelos tribunais de conta para aprovar ou rejeitar as contas das prefeituras. O orçamento do TCM de São Paulo previsto para este ano é de R$ 90 milhões. ?Enquanto isso, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) que analisa as contas de 644 municípios terá um orçamento de R$ 150 milhões?, afirma o vereador. A CPI já começou a mexer naquilo que Barreto chama de ?caixa preta? do TCM. ?Ninguém sabe ao certo quanto os funcionários ganham e nem para onde vai tanto dinheiro?, argumenta ele. Dados extra-oficiais obtidos pela CPI mostram assessores ganhando R$ 16 mil por mês e a existência de 19 motoristas para servir apenas seis conselheiros.

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