CPI do Sivam quer voltar a ouvir Chelotti

O depoimento do ex-diretor da Polícia Federal, Vicente Chelotti, à CPI do Sivam não esclareceu as suspeitas de parlamentares a respeito de irregularidades na contratação da empresa norte-americana Raytheon, responsável para o fornecimento de equipamentos e instalação do Sistema de Vigilância da Amazônia. Apesar de vários deputados terem comparecido à CPI para ouvir Chelotti e fazer perguntas, a sessão acabou sendo prejudicada por uma votação do Congresso. Por causa disso, o ex-diretor da PF poderá ser chamado novamente. A grande expectativa, no entanto, é para o dia 21 de novembro, quando está marcada a ida à comissão do diplomata Júlio Cesar Gomes dos Santos, ex-chefe do cerimonial do presidente Fernando Henrique Cardoso. Na próxima quarta-feira, dia 31, estará na CPI o deputado e também ex-assessor de Fernando Henrique Xico Graziano (PSDB-SP). O deputado Chico Sardelli (PFL-SP), que fez várias perguntas a Chelloti, disse não ter ficado satisfeito com o depoimento. Sardelli quer também que o jornalista Mino Pedrosa, que denunciou o suposto tráfico de influência, fale, a portas fechadas, o que sabe sobre esse caso. "Alguém está faltando com a verdade", desabafou o deputado, que quer buscar alternativas para descobrir o que se passou quando da assinatura do contrato. "Não se pode tratar esse caso como uma investigação comum como quis dizer o delegado Chelotti. Estamos tratando da escuta clandestina nos telefones de um auxiliar direto do presidente da República, no Palácio do Planalto", declarou.

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