CPI do Desmatamento será prioridade na Câmara dos Deputados

Parlamentares reforçaram mobilização apósdivulgação de números recordes; são necessárias 171 assinaturas

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2008 | 15h51

A criação da CPI do Desmatamento será prioridade para a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional na volta dos trabalhos legislativos, em fevereiro. Os deputados, que retomaram a intenção de investigar a devastação da floresta no fim do ano passado, decidiram reforçar a mobilização depois da divulgação dos números recordes da destruição, na última quarta-feira.   Para instalar a CPI, são necessárias pelo menos 171 assinaturas de deputados. A presidente da comissão, Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), acredita que não será difícil convencer os parlamentares da necessidade da investigação. "O Parlamento pode dar uma grande contribuição na fiscalização, identificação dos principais agentes responsáveis pelo desmatamento na região e nas sugestões de políticas públicas que possam minimizar o problema", afirmou a deputada em nota divulgada na quarta.   Segundo Vanessa Grazziotin, a comissão apresentará ao governo federal uma radiografia do desmatamento colhida em debates e estudos apresentados durante o I Simpósio da Amazônia e Desenvolvimento Nacional, realizado em novembro passado na Câmara.   "Estamos finalizando os estudos, mas posso adiantar que o desmatamento não está concentrado apenas nas grandes propriedades, mas sobretudo nos pequenos assentamentos. Isso nos possibilita afirmar que é necessário o estabelecimento de metas para implantação de projetos de desenvolvimento sustentável na região", disse a presidente da comissão.   A deputada vai propor que, já em fevereiro, seja realizada uma audiência pública, em conjunto com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, para reunir autoridades, representantes do setor produtivo, pesquisadores e moradores da região.

Mais conteúdo sobre:
CPI da Amazôniadesmatamento

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.