CPI do caso Waldomiro divide o governo

Enquanto a oposição se mexe para colher assinaturas para uma CPI investigar o episódio envolvendo o ex-subsecretário parlamentar Valdomiro Diniz, o governo está dividido sobre o assunto. O líder do governo na Câmara, deputado Miro Teixeira (sem partido-RJ), e o vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, professor Luizinho (PT-SP), são contra a Comissão, alegando que a Polícia Federal já está no caso. Já o ex-líder do PT na Câmara, Walter Pinheiro (BA), e o ex-líder do PT no Senado Tião Viana (PT-AC) defenderam a CPI.Miro garante que uma eventual Comissão Parlamentar de Inquérito não causa embaraço para o governo, mas salientou que esse tipo de comissão é necessária quando é preciso apurar fatos. ?O resultado de uma CPI é encaminhado ao Ministério Público. Nesse caso o fato já é conhecido. Está tudo pronto. Tem de se dar apenas o direito de defesa ao réu porque o fato está comprovado?, disse Miro. ?A mim não resta dúvida da responsabilidade penal de Valdomiro?. O Professor Luizinho (PT-SP) acha que a denúncia não se refere a um ato do governo Lula e que Waldomiro Diniz já foi demitido. "Lula não tem condescendência com qualquer ato que possa ir contra a ética ou a moralidade. Fez o que qualquer homem público deveria fazer", afirmou.Walter Pinheiro disse que apoiará a abertura de uma CPI para investigar as denúncias contra o ex-subsecretário parlamentar das Presidência. "CPI não tem nenhum problema. Está em consonância com a posição tradicional do PT e, ao contrário do que diziam os tucanos, eu acho que ela não paralisa nada e não prejudica nada". Segundo ele, o "que é prejudicial são as ilações envolvendo o ministro da Casa Civil, José Dirceu, que tem integridade". Tião Viana afirmou que o PT tem de assinar o pedido de CPI. "Nossa coerência histórica nos impõe total transparência em situação dessa natureza", disse.

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