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CPI do Cachoeira pede explicações por escrito a Gurgel

Intenção é saber quando e como o procurador-geral tomou conhecimento das operações Vegas e Monte Carlo

Eugênia Lopes - O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2012 | 17h12

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira aprovou nesta terça-feira, 15, requerimento que pede informações, por escrito, ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sobre como tomou conhecimento das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, e em que data. Pelo requerimento, Gurgel tem o prazo de cinco dias para responder às perguntas da CPI. A aprovação deste requerimento foi proposta pelo relator da Comissão, Odair Cunha (PT-MG), em substituição a requerimentos de convocação de Gurgel e da subprocuradora Claudia Sampaio.

"Sugiro que tenhamos um pouco de paciência. Se ele (Gurgel) não responder ou a resposta não for convincente, as razões para trazer o procurador e a subprocuradora estarão dadas", argumentou o senador Humberto Costa (PT-PE). "Esta CPI não vai blindar ninguém", completou ao petista. Em sua avaliação, tanto Gurgel quanto Claudia Sampaio tiveram uma postura "desrespeitosa" com o Congresso Nacional e a CPI. Gurgel acusou os defensores de sua convocação de estarem tentando intimidá-lo às vésperas do julgamento do mensalão.

A maioria dos governistas concordou com o requerimento com as explicações por escrito. A exceção foi o senador Fernando Collor (PTB-AL) e Sílvio Costa (PTB-PE), que defenderam a convocação imediata de Gurgel e Claudia Sampaio. A oposição também apoiou o requerimento para que Gurgel se explique por escrito no prazo de cinco dias.

Mais cedo, a CPI aprovou, por unanimidade, requerimento que permite reconvocação do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Também foi aprovado requerimento que permite o acesso dos advogados do contraventor a todos documentos das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal. A decisão da CPI foi tomada um dia depois de o Supremo Tribunal Federal ter impedido o depoimento de Cachoeira à Comissão, que deveria ter ocorrido nesta terça. Pelo requerimento, os advogados de Cachoeira terão "amplo acesso à secretaria da CPI, nos mesmos moldes dos parlamentares".

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