CPI do Cachoeira abre sessão para ouvir Agnelo

O presidente da CPI do Cachoeira, Vital do Rêgo (PMDB-PB), abriu na manhã desta quarta-feira a reunião marcada para ouvir o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz. Citado pelo grupo de Carlinhos Cachoeira como o "01 de Brasília" ou "Magrão", Agnelo será pressionado a explicar as relações de seus principais assessores com a organização comandada pelo contraventor. O governador do DF chegou à sessão acompanhado de dois advogados, Luís Carlos Alcoforado e José Gerardo Grossi.

RICARDO BRITO, Agência Estado

13 de junho de 2012 | 10h45

Petistas disseram esta manhã que não estão preocupados com a falta de articulação de Agnelo para responder aos questionamentos, uma vez que o governador de Brasília fez nos últimos dias vários media training. A sala de reuniões está mais vazia do que ontem, durante depoimento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

O ex-chefe de gabinete do petista Cláudio Monteiro pediu demissão após a revelação de que teria recebido propina para favorecer interesses do grupo. Ex-subsecretário de Esportes do DF, ligado ao governador, João Carlos Feitosa, o Zunga, também é suspeito de receber dinheiro da quadrilha. Nos áudios, ele é citado como porta-voz de recados do governador, um deles para conversar com o contraventor.

Conforme o inquérito da Operação Monte Carlo, a organização de Cachoeira negociava com assessores de Agnelo nomeações no governo, principalmente no Serviço de Limpeza Urbana (SLU), órgão responsável pela fiscalização de contratos da Delta Construções, que detinha 70% do mercado de limpeza no DF. Conforme informações reveladas após os grampos, a relação de nomes foi levada ao ex-secretário de Governo Paulo Tadeu, que reassumiu a vaga de deputado federal. Ele e o titular da Saúde, Rafael Barbosa, teriam se reunido com Cláudio Abreu, ex-diretor da empreiteira no Centro-Oeste, para discutir interesses da empresa.

Integrantes da CPI também pretendem questionar o governador sobre sua gestão como diretor na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão no qual o grupo de Cachoeira também tentou atuar. Gravações mostram que a cúpula do laboratório Hipolabor, de Minas Gerais, recorria a Rafael Barbosa, ex-adjunto do petista na agência, para acelerar demandas de interesse. O governador e seus secretários negam relações com Cachoeira. Dizem que a quadrilha de Cachoeira não conseguiu emplacar seus pleitos no governo.

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