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CPI do bingo tem assinaturas suficientes; Waldomiro irá depor

O senador Magno Malta (PL-ES) disse hoje que mantém a decisão de apresentar à Mesa do Senado o requerimento para instalação da CPI dos Bingos, que já conta, segundo ele, com as assinaturas de 33 senadores, entre elas as de diversos integrantes da base aliada, como ele. Para funcionar, a CPI precisa de 27 assinaturas. Malta disse que assumiu um compromisso para só protocolar o requerimento depois do carnaval. O senador negou que sua iniciativa tenha sido motivada por orientação do Palácio do Planalto ou que o governo tivesse tentado desestimulá-lo de prosseguir com o recolhimento de assinaturas.O senador admitiu que a investigação pretendida pela CPI dos Bingos poderá implicar a convocação do ex-subchefe de Assuntos Parlamentar da Presidência da República Waldomiro Diniz, envolvido em denúncias de cobrança de propina de bicheiro, mas alertou: "Não vou fazer a CPI do Waldomiro, mas a CPI do bingo". O senador não chegou a negar, mas praticamente descartou uma eventual convocação do ministro da Casa Civil, José Dirceu. "Acho que a prática de mau-caratismo é do Waldomiro", respondeu. "Estou entrando nesta CPI e reafirmo minha confiança total em José Dirceu".O senador disse que decidiu fazer a CPI do Bingo há quatro dias, depois de conversar com José Dirceu sobre as acusações contra Waldomiro. Segundo Malta, o ministro assegurou-lhe que pedira satisfações no ano passado a Waldomiro sobre as denúncias da revista Istoé, em julho de 2003, de gestão irregular na Loterj, e que o assessor lhe prometera enviar ao Ministério Público documentação pedindo a investigação do assunto. Malta disse ter aceitado a sua explicação e que comunicou, então, ao ministro a sua intenção, depois discutida com o seu partido. Entre os aliados que assinaram o requerimento para criação da CPI estão os senadores petistas Tião Viana (AC), ex-líder do PT; Cristovam Buarque (DF), ex-ministro da Educação; Ana Júlia Carepa (PA), Flávio Arns (PR), Eduardo Suplicy (SP), Serys Slhessarenko (MS), os peemedebistas Hélio Costa (MG) e Ramez Tebet (MS) e o pessebista Geraldo Mesquita (AC).

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