CPI do Banestado e denúncias paralisam Senado

A crise da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado e a discussão sobre as denúncias contra o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, acabaram impedindo que o esforço concentrado desta semana, com uma pauta de interesse do governo, avançasse no plenário. Ontem, os senadores conseguiram limpar a pauta ao votar cinco medidas provisórias. As discussões e desencontros sobre a quebra de sigilo bancário e fiscal de mais de 1.400 pessoas pela CPI do Banestado, e as denúncias de vazamento de informações da CPI para a imprensa tomaram conta da agenda dos senadores, impedindo, por exemplo, duas reuniões do ministro do Planejamento, Guido Mantega, com os líderes partidários para discutir o projeto que institui a parceria público-privada (PPP). Não foi possível evoluir também nas discussões sobre o projeto que prorroga a Lei de Informática, mantendo-se o impasse com a bancada do Amazonas. Além de não terem votado os projetos de interesse do governo, o problema vai se repetir na semana de 24 a 27 de agosto. Novas medidas provisórias, já votadas pela Câmara dos Deputados, serão enviadas ao Senado, trancando mais uma vez a pauta do plenário. O projeto que trata da Lei de Biossegurança avançou, ao ser aprovado na Comissão de Educação e, segundo o senador Jonas Pinheiro (PFL-MS), está nos momentos finais para sua aprovação. Mas só poderá ter sua votação assegurada, possivelmente em setembro, já que a reforma do Poder Judiciário ainda aguardará todas essas para ser votada.

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