CPI do Banespa aprova quebra de sigilo de Fleury

Os integrantes da CPI do Banespa aprovaram hoje a quebra de sigilo do deputado Luiz Antônio Fleury Filho (PTB-SP) durante o período em que este foi governador de São Paulo, entre 1991 e 1994. Fleury, que preside a CPI do Banespa, foi o último governador antes da intervenção do Banco Central, iniciada no dia 31 de dezembro de 1994. O requerimento foi feito pelo próprio Fleury, numa tentativa de demonstrar que não teme as investigações sobre os fatos que levaram o Banespa à falência.Além disso, os deputados aprovaram a convocação de uma série de pessoas para esclarecer as razões da decretação da intervenção no Banespa. O prazo de convocação compreende 30 dias antes da data de intervenção e vai até os dias de hoje. Serão chamados ex-diretores, ex-presidentes, interventores e a atual direção do banco. A Comissão aprovou ainda a quebra do sigilo de todas as transações envolvendo lotes acima de 100 mil ações a partir de dezembro de 1994 até os dias atuais.O Banco Central vai receber também uma requisição de todos os documentos envolvendo transações financeiras realizadas pelo Banespa desde janeiros de 1994. De acordo com o relator da CPI, deputado Robson Tuma (PFL-SP), essas informações serão essenciais nas investigações. "Nós precisamos de um juízo real de valor, saber o que aconteceu de fato para orientar os trabalhos da CPI", garantiu o deputado.As datas dos depoimentos ainda não foram marcadas, mas já foi confirmada a presença de Antônio Carlos Verzola, que presidiu o inquérito que decretou a intervenção no Banespa no final do governo Fleury. "Não queremos saber quem era o presidente do Banco ou o governador do Estado. O nosso desejo é apurar os fatos", garantiu Tuma.

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