CPI do Apagão terá nomes até sexta-feira

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reúne-se na terça-feira com os líderes partidários para discutir o funcionamento da CPI do Apagão Aéreo na Casa. Os partidos devem indicar até o fim da semana os integrantes da nova comissão. A Câmara também deve instalar uma CPI sobre a crise aérea: a previsão é que na quarta-feira o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue o pedido de desarquivamento da comissão feito pelos partidos de oposição.No Senado, a expectativa da oposição é que a CPI comece a funcionar até meados de maio. ?Podemos instalar as duas CPIs ao mesmo tempo?, disse o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Ele pretende conversar com o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), na terça, antes da reunião com Renan.?Embora juridicamente seja possível ter duas CPIs ao mesmo tempo, politicamente não é uma coisa boa. Muitas vezes há disputa por primazia?, disse o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP). Na última reunião do Conselho Político do governo, quinta-feira, ele foi encarregado pela líder do governo no Congresso, senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), de analisar juridicamente o funcionamento concomitante de duas CPIs sobre o mesmo tema.Na semana passada, a oposição no Senado protocolou o pedido de CPI com 34 assinaturas - eram necessárias, no mínimo, 27. ?Na reunião com o presidente Renan e os líderes vou querer estabelecer o cronograma de ações para o início do funcionamento da CPI?, avisou Agripino. ?É irreversível a CPI do Senado?, completou Virgílio.A oposição nomeará 6 dos 13 integrantes da CPI: 3 do DEM, 2 do PSDB e 1 do PDT. ?Ou seja, não vai dar para o governo ficar de brincadeirinha conosco, de rolo compressor no Senado. Se fizerem isso conosco, não aprova mais nada no Senado?, ameaçou Virgílio. ?Vamos tentar ter a presidência ou a relatoria?, emendou Agripino. Na Câmara, a oposição é bem mais fraca: dos 24 integrantes da CPI, 16 serão da base aliada.

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