CPI do Apagão no Senado é ´irreversível´, diz líder do DEM

O líder do DEM, senador José Agripino (RN), disse nesta segunda-feira, 23, que a decisão de instalar a CPI do Apagão no Senado é "irreversível". A afirmação se choca com a expectativa de senadores da base aliada do governo que insistem em concentrar a investigação para a Câmara dos Deputados. O senador Sibá Machado (PT-AC), por exemplo, alega que a idéia de instalar a CPI no Senado ocorreu como forma de preservar o direito da minoria, antes de confirmada a expectativa de o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitar a ação da oposição quanto à instalação da comissão naquela Casa. "Se prevalecer o bom senso, é claro que a CPI ficará com os deputados", alegou. Na falta de acordo, Sibá disse que vê como melhor alternativa a realização de uma CPI mista. Mas ele próprio entende que, para chegar a tanto, os líderes das duas Casas terão de reiniciar as exigências regimentais de obter pelo menos 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. Para Agripino, não há mais o que negociar. Tanto que na reunião desta terça-feira do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com os líderes acredita que devem ser acertados detalhes do funcionamento da CPI, antes mesmo de o STF julgar o pedido para desarquivar a investigação. O tribunal somente deve se manifestar nesta quarta sobre a questão. O líder também defende a entrega da relatoria para senadores da oposição, que ocuparão 6 das 13 vagas da comissão. O DEM terá três representantes. Os nomes mais cotados são os dos senadores César Borges (BA), Demóstenes Torres (GO), Romeu Tuma (SP) e Antonio Carlos Magalhães (BA). Ou seja, um deles vai atuar como suplente. Já os líderes governistas, se recusam a falar sobre a distribuição de cargos, alegando que a investigação deve ficar a cargo dos deputados.

Agencia Estado,

24 Abril 2007 | 09h31

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