CPI das ONGs convoca promotor e dirigentes da Bancoop

José Carlos Blat pediu a quebra de sigilo bancário de João Vaccari Neto por suposto desvio de recursos

estadão.com.br

18 de março de 2010 | 12h35

A CPI das ONGs acaba de aprovar requerimento do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) convocando o promotor José Carlos Blat, que conduziu, pelo Ministério Público de São Paulo, o caso da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), acusada de desvio de recursos para campanhas eleitorais do PT. Também foram convocados o tesoureiro do PT e ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) João Vaccari Neto, o doleiro Lúcio Funaro, o advogado da cooperativa Pedro Dallari, e o promotor do Ministério Público paulista José Carlos Blat.

 

Em depoimentos prestados ao Ministério Público Federal (MPF) em 2005, o corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro acusou o deputado cassado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu de ter se beneficiado pessoalmente em negócios fechados por fundos de pensão sob controle do PT. Funaro afirma que em duas operações do Portus - fundo de pensão dos servidores do setor portuário - Dirceu e o PT teriam recebido, "por fora", comissões de R$ 5,5 milhões, valor superior ao divulgado na época.

 

Nos depoimentos, Funaro aponta o atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, como responsável por gerenciar os negócios dos fundos de pensão ligados ao partido. Vaccari é alvo de um pedido de quebra de sigilo bancário feito pelo promotor José Carlos Blat, por suspeita de envolvimento em um suposto desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) para o PT.

 

Investigado por participação no escândalo do mensalão, Funaro mantém há quatro anos acordo de delação premiada com o MPF. Nos depoimentos, ele detalha as operações que teriam beneficiado Dirceu e o PT e causado prejuízos milionários a fundos de pensão como o Portus e o Petros, dos funcionários da Petrobras. Os personagens citados pelo corretor são os mesmos que protagonizaram o escândalo do mensalão. Em novembro de 2005, Funaro se refere a Vaccari como homem de confiança de Dirceu e Delúbio Soares, o tesoureiro do mensalão.

 

Com informações da Agência Senado

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