CPI da Petrobrás do Senado adia reunião pela quarta vez

Com apenas quatro dos 13 senadores presentes, presidente do colegiado encerra sessão por falta de quórum

ISADORA PERON, Estadão Conteúdo

12 de novembro de 2014 | 11h08

Brasília - Prorrogada na semana passada, a CPI da Petrobrás do Senado não teve quórum para realizar a reunião desta quarta-feira, 12. O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), encerrou a sessão logo após seu início porque apenas quatro dos 13 senadores estavam presentes. Essa foi a quarta vez seguida que a comissão exclusiva tentou se reunir sem sucesso.

 

"Tentamos hoje, mais uma vez, organizar uma sessão deliberativa. Depois do esforço que fiz para compatibilizar os calendários da CPI e da CPMI, espero que até o último dia útil do ano legislativo possamos ter um relatório que possa sistematizar os resultados encontrados", afirmou Vital do Rêgo.

Na sexta-feira passada, em uma articulação de última hora, o presidente da CPI conseguiu reunir as assinaturas necessárias para continuar as apurações até o dia 22 de dezembro.

 

Vista como "chapa branca" por só reunir senadores da base aliada do governo, a CPI exclusiva do Senado se reuniu pela última vez em 16 de julho. O grupo de investigação foi abandonado pela oposição desde o início dos trabalhos, que preferiu centrar esforços na CPI mista da Petrobrás.

 

Em agosto, uma reportagem da revista Veja revelou um vídeo no qual dirigentes da estatal teriam combinado as perguntas e respostas na CPI do Senado. No dia 12 de setembro, uma comissão de sindicância criada pela Casa, a pedido do presidente da comissão, concluiu que não houve "nenhum indício de vazamento de informações privilegiadas, de documentos internos da CPI ou de minutas de questionamentos que seriam formulados aos depoentes".

CPI mista. A outra comissão em curso no Congresso, formada por deputados e senadores, também encerrou sua última sessão, nessa terça-feira, 11, sem colocar em votação os requerimentos para convocar o presidente licenciado da Transpetro, Sérgio Machado, e o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque. A reunião acabou em discussão.

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