CPI da Petrobras começa hoje sob 'bênção' de Renan

Líder do PMDB no Senado escolherá presidente e relator da Comissão da base governista

AE, Agência Estado

02 de junho de 2009 | 08h55

Cada vez mais poderoso, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), "abençoará" nesta terça-feira, 2, os escolhidos para os cargos de presidente e relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás. A base aliada sabe desde a semana passada que comandará os dois postos-chave da CPI, mas o veto de Renan a alguns senadores atrasou as indicações, que serão formalizadas apenas hoje. Reunião da base aliada programada para antes da instalação da CPI, marcada para as 14 horas, definirá os senadores que vão comandar o inquérito. Na última semana, Renan abateu ainda no nascedouro a candidatura de vários aliados do Planalto.

 

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A tendência era que o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), fosse escolhido como relator. Mas Renan ficou irritado por ele ter se aliado ao líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), e tentado formar uma dobradinha no comando da CPI, onde ficaria com a relatoria e o petista com a presidência. O peemedebista alagoano, então, abortou a manobra.

Vetado por Renan para presidir a CPI, Mercadante deverá escolher o senador João Pedro (PT-AM) para o cargo. Outra hipótese é a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC). A indicação de Ideli é, no entanto, considerada menos provável porque, como líder, a petista já tem uma sobrecarga de trabalho, além de querer ter tempo livre para começar a se dedicar à sua campanha ao governo de Santa Catarina.

Na semana passada, Renan lançou, com o propósito de desgastar a campanha de outros postulantes ao cargo, o nome do senador Paulo Duque (PMDB-RJ) como uma das possibilidades para relatar a CPI da Petrobras. Mas a amigos Duque confidenciou que não quer o cargo por causa da idade - ele tem 81 anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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