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CPI da Petrobrás aprova ida de deputados para ouvir diretor da SBM em Londres

Empresa holandesa é investigada por pagamento de propinas a funcionários no Brasil; Pedro Barusco admitiu ter recebido repasses ilegais da companhia já em1997

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

14 de abril de 2015 | 18h16

 Brasília - A CPI da Petrobrás aprovou nesta tarde um requerimento que permite aos membros da comissão viajar a Londres para colher o depoimento do ex-diretor da empresa holandesa SBM Offshore Jonathan David Taylor. O requerimento extra pauta foi apresentado pelo tucano Antonio Imbassahy (BA).

Em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", Taylor afirmou que a Controladoria-Geral da União (CGU) recebeu durante a campanha eleitoral de 2014 provas de que a SBM Offshore pagou propina para fazer negócios com a Petrobrás, mas só abriu processo contra a empresa em novembro, após a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Segundo o ex-diretor, ele entregou mil páginas de documentos internos da empresa à CGU entre agosto e outubro de 2014. O órgão, porém, só anunciou a abertura de processo contra a SBM em 12 de novembro. 


Além diso, ex-gerente da Petrobrás e delator da operação Lava Jato, Pedro Barusco, admitiu em sua delação premiada ter começado a receber propinas em 1997, ainda no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), da SBM Offshore.

Nesta terça foram aprovadas as oitivas de executivos das empreiteiras e a comissão decidiu ir a Curitiba para ouvir os envolvidos que foram presos na Operação Lava Jato. PT e PSOL insistiram nos apelos para que seja revogado o ato da Mesa Diretora que proíbe o depoimento de presos nas dependências da Câmara. Com a sinalização do presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB), de que não atuará para mudança no ato da Mesa, coube ao deputado Afonso Florence (PT-BA) pedir para que os depoimentos em Curitiba sejam pelo menos acompanhados pela imprensa. 

Hugo Motta abriu a sessão dizendo que não admitirá ilações sobre suposta proteção da CPI a partidos políticos e rebateu declarações do relator Luiz Sérgio (PT-RJ), que teria dito que a comissão não conseguiu, em um mês, avançar nas investigações. "Registro repúdio frontal às declarações do relator Luiz Sérgio de que a CPI não está avançando. A CPI está avançando sim e vai avançar muito mais. Não posso permitir que uma comissão que eu presido seja desmoralizada em público", disse.

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