CPI da Lei Rouanet é prorrogada por mais 60 dias

Instalada em setembro passado, a comissão investiga supostas irregularidades na concessão de benefícios fiscais pelo Ministério da Cultura para empreendimentos culturais

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2017 | 19h28

Correções: 15/02/2017 | 21h07



Brasília - O Plenário da Câmara aprovou nesta quarta-feira, 15, o pedido de prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lei Rouanet por mais 60 dias. O requerimento foi aprovado por 258 votos a 78.

Na última reunião do colegiado, na terça, a comissão aprovou a convocação do empresário Fábio Porchat, pai do humorista que tem o mesmo nome, além de empresários e advogados. Outros pedidos para convocação de artistas como Cláudia Leitte e José de Abreu ainda devem ser avaliados. 

Segundo o relator da CPI, deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), será necessário mais tempo para ouvir novos depoimentos e concluir o relatório. "Essa comissão já reuniu provas de ilícitos, mas, ao mesmo tempo, nós estamos trabalhando na busca do aperfeiçoamento da legislação", justificou.

Durante a votação, o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), se manifestou contrário à prorrogação dos trabalhos da CPI. "Ela já teve o seu período, não houve nenhum tipo de obstrução, nenhum tipo de impedimento para os trabalhos, então deveria ter sido apresentado o seu relatório", disse.

A CPI, instalada em setembro no ano passado, investiga supostas irregularidades na concessão de benefícios fiscais por parte do Ministério da Cultura para empreendimentos culturais. Para a oposição, o objetivo do colegiado é perseguir artistas que foram beneficiados pela lei durante os governos petistas. 

Correções
15/02/2017 | 21h07

Diferente do que foi publicado, o humorista Fábio Porchat não foi convocado para depor na CPI da Lei Rouanet. Na verdade foi seu pai, que tem o mesmo nome, o convocado.  

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