Foto: Rodrigo Santos/SES-AM
Foto: Rodrigo Santos/SES-AM

CPI da Covid ouve ex-secretário de Saúde do Amazonas nesta terça

Marcellus Campêlo deixou o cargo no último dia 7; este será o primeiro depoimento a centrar foco na conduta de Estados e municípios no uso das verbas federais destinadas ao combate da pandemia

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2021 | 07h20

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid ouve nesta terça-feira, 15, a partir das 9h, o ex-secretário de Saúde do Amazonas Marcellus Campêlo. Depois de, na semana passada, o governador do Estado, Wilson Lima (PSC) não comparecer à comissão após ser beneficiado por um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), este será o primeiro depoimento a centrar foco na conduta de Estados e municípios no uso das verbas federais destinadas ao combate à pandemia.

Campêlo esteve à frente da Secretaria de Saúde até o último dia 7 de junho. Ele pediu exoneração após ser preso pela Polícia Federal, no dia 2, em mais uma fase da operação Sangria, que também fez buscas na casa e no gabinete do governador do Estado.

A saúde pública no Amazonas entrou em colapso no início do ano, quando houve falta de leitos e de oxigênio nos hospitais que recebiam pacientes com covid-19.

Os requerimentos que pediram a convocação de Marcellus Campelo foram apresentados pelos senadores Marcos Rogério (DEM-RO) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Em seu pedido, o senador do DEM diz que o ex-secretário terá de “esclarecer os fatos no tocante ao colapso da saúde no Amazonas no começo do ano”, ao enfrentamento da pandemia pelo governo federal e à fiscalização da aplicação de recursos federais por estados e municípios no combate à pandemia.

Para Vieira, o depoente terá que esclarecer “todas as circunstâncias relativas ao colapso da saúde na capital amazonense no início do ano, especialmente com relação à falta de oxigênio e à atuação dos gestores públicos para a resolução da crise”.

Além disso, a Polícia Federal apura desvio de dinheiro do combate à pandemia, a partir de suposta organização criminosa no Estado, que teria favorecido empresários locais na construção de um hospital de campanha em Manaus.

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