Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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Eliane Cantanhêde
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CPI da Covid caminha para desvendar conexão entre Precisa Medicamentos e Davati Medical Supply

Em novo episódio de ‘Por Dentro da CPI’, Eliane Cantanhêde destaca o surgimento da advogada do presidente Bolsonaro, Karina Kufa, no bastidor das negociações das empresas que vendiam vacina ao governo federal

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2021 | 12h48

Apesar de ter sido ofuscada pela sabatina do Procurador-Geral da República, Augusto Aras, no Senado, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid avançou esta semana nas investigações para desvendar a conexão entre as empresas Precisa Medicamentos e Davati Medical Supply. Ambas empresas atuaram como intermediárias na  negociação de vacinas com o Ministério da Saúde. É o que avalia a colunista Eliane Cantanhêde no novo episódio de Por Dentro da CPI

“A CPI está chegando numa conexão muito importante entre a Precisa Medicamentos, que vendia a Covaxin, e a Davati, aquela empresa americana que queria vender 400 milhões de doses inexistentes de vacina", aponta. "Havia um núcleo no Ministério da Saúde discutindo com essas empresas estranhas que vendiam produtos estranhos e cobravam preços absurdos", completa.

A jornalista destaca ainda o surgimento de uma nova personagem no bastidor das negociações das empresas com o governo federal: a advogada Karina Kufa, que tem o clã Bolsonaro entre seus clientes.

A defensora foi citada pelo empresário José Ricardo Santana, que prestou depoimento na quinta-feira, 26, à comissão. Ela teria dado um jantar em sua casa onde vários lobistas da vacina foram apresentados, um deles é Marconny Ribeiro. Juntos, o empresário e o lobista enviaram ao Ministério da Saúde um “manual de como fraudar licitações” para favorecer a Precisa.

“Essa história toda vai muito longe, envolve empresas fajutas, com personagens picaretas e agora com os advogados do presidente da república e  um ministério da Saúde que não sabia nada, não via nada, que assinava contratos bilionários sem saber o que estava assinando, ou será que eles sabiam?”, questiona Eliane.

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