CPI da Corrupção no DF tenta ouvir dono da Linknet

Depoimento de Gilberto Lucena era esperado na semana passada, mas ele não compareceu

Carol Pires, da Agência Estado

06 de abril de 2010 | 07h47

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção da Câmara Legislativa do Distrito Federal faz nesta terça-feira, 6, a segunda tentativa de ouvir o depoimento do empresário Gilberto Lucena, dono da Linknet, uma das empresas acusadas de abastecer o "mensalão do DEM", esquema que seria chefiado pelo ex-governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). O depoimento de Lucena era esperado para a semana passada, mas o empresário não compareceu. A reunião desta terça está marcada para 10 horas.

 

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Depois de ouvir Gilberto Lucena, a CPI mudará a estratégia de investigação e passará a inquirir os convocados por carta, e não mais ao vivo. Na quarta-feira, o relator Paulo Tadeu (PT) enviará os questionários, elaborados pelos cinco membros da comissão, e os depoentes terão dez dias para respondê-los. Fazer oitivas presenciais, agora, só se o depoente fizer revelações importantes por escrito.

 

Receberão os questionários os empresários Antônio Ricardo Sechis, dono da Adler; Maria Cristina Bonner Léo, da TBA; Avaldir da Silva Oliveira, da CTIS; e Nerci Soares Bussamra, da UniRepro. A ideia, segundo Paulo Tadeu, é dar celeridade às investigações, que começaram no dia 11 de janeiro e, até agora, não surtiram resultado.

A partir da semana que vem também muda o endereço da CPI, que passará a funcionar no 5.º andar da nova sede da Câmara Legislativa, que custou R$ 120 milhões (quase três vezes o valor inicial do projeto) e está pronta, mas inativa.

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