CPI 'chapa-branca' não melhora imagem do Senado, diz tucano

Dias se queixa da posição do governo e lembra que tradição, no Senado, é de se dividir comando das comissões

LEONARDO GOY, Agencia Estado

14 de julho de 2009 | 16h04

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou nesta terça-feira, 14, na sessão de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada no Senado para investigar denúncias de irregularidades na Petrobras, que "fazer uma CPI chapa-branca (pró-governo) não contribui para recuperar a imagem e o conceito do Senado". Alvaro Dias, que concorre ao cargo de presidente da comissão, admite que sua candidatura é apenas para marcar posição, já que o governo não abre mão da presidência e da relatoria da CPI.

 

Veja Também: 

 

especial ESPECIAL: O que será apurado na CPI e a cronologia do caso 

Ele se queixou da posição do governo e lembrou que a tradição, no Senado, é de se dividir o comando das comissões parlamentares de inquérito entre a maioria e a minoria. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), também se queixou do domínio do governo na CPI e afirmou que "a hora não é de esperteza, a hora é de apuração".

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), confirmou mais cedo que a base governista indica o senador João Pedro (PT-AM) para disputar a presidência da Comissão. Como candidato a vice-presidente foi indicado o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Romero Jucá (PMDB-RR) confirmou que será indicado pela base governista para a relatoria.

 

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), também se queixou do domínio do governo na CPI e afirmou que "a hora não é de esperteza, a hora é de apuração."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.