CPI Cachoeira convoca três pessoas ligadas a Perillo

O presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), abriu nesta quarta-feira a reunião que está prevista para ouvir depoimentos de três pessoas ligadas ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB): o jornalista Luiz Carlos Bordoni, o ex-tesoureiro da campanha de Perillo, Jayme Rincón, e Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete de Perillo.

RICARDO BRITO, Agência Estado

27 de junho de 2012 | 12h09

Eliane deve ficar em silêncio porque obteve um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF). Embora não tenha um salvo conduto, Rincón apresentou pela segunda vez um atestado médico para não depor. Ele, que nem sequer veio a Brasília, fará em breve uma cirurgia de aneurisma.

A deputada Íris Araújo (PMDB-GO) criticou o fato de Rincón, apesar do estado de saúde, continuar trabalhando normalmente no governo de Goiás. Vital do Rêgo informou à CPI que na próxima semana vai pedir que o convocado passe por uma perícia médica no Senado para dirimir quaisquer dúvidas sobre o estado de saúde dele.

Bordoni será o único que está disposto a falar no encontro desta quarta-feira. Antes do início da reunião, o jornalista Luiz Carlos Bordoni afirmou que não vai "ficar de bode expiatório de ninguém". Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Bordoni disse que a Alberto e Pantoja, empresa fantasma que, segundo a Polícia Federal, era controlada por Cachoeira, foi usada para pagar serviços de publicidade que ele prestou para a campanha do governador de Goiás.

A dívida, de R$ 45 mil, foi depositada na conta de sua filha, Bruna, em uma negociação comandada por Lúcio Fiúza Gouthier, assessor especial de Perillo. "Eles têm que encontrar um bode expiatório para esta coisa. Eles estão querendo fazer de mim o bode expiatório. Eu não vou ficar de bode expiatório de ninguém não", afirmou Bordoni, na entrada da sala de reunião da CPI.

Bordoni, que classificou Perillo como "ex-amigo" e se disse decepcionado profundamente com ele, afirmou ter prestado um serviço regular na campanha. Desde 1998, ele comanda a campanha de rádio do atual governador de Goiás. Declarou ainda ter sido sempre leal a Perillo, respondendo até a processo para defendê-lo.

"Não vou admitir jamais seja quem for que alguém venha tripudiar da minha honra parar justificar caixa dois", disse. Questionado se fará um depoimento bombástico, Bordoni afirmou: "não prometo nada bombástico, prometo a verdade".

Tudo o que sabemos sobre:
CPI Cachoeiradepoimentos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.