CPI barra convocação de ex-tesoureiro de Dilma

A CPI do Cachoeira rejeitou nesta manhã a convocação do deputado federal José de Fillipi (PT-AP), ex-tesoureiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff. Numa tentativa de reagir à vinda do ex-diretor da estatal que cuida das rodovias no Estado de São Paulo (Dersa), o engenheiro Paulo Vieira dos Santos, o Paulo Preto, a oposição tentou, sem sucesso, convocá-lo.

RICARDO BRITO, Agência Estado

05 de julho de 2012 | 12h11

No primeiro momento, os tucanos buscaram aprovar a vinda de José de Fillipi no mesmo bloco de sete pessoas convocadas um pouco antes pela CPI. Nesse pacote, estavam Paulo Preto e o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) Luiz Antonio Pagot. Em entrevista, o ex-diretor da Dersa foi acusado por Pagot de ter feito caixa dois para campanhas tucanas.

A comissão, contudo, não aprovou a sugestão de votar o pedido no bloco. Na votação em separado, o pedido foi negado por 17 votos a 10.

O relator da CPI, Odair Cunha (PT-MG), disse que a comissão não está investigando caixa dois de campanhas políticas, mas uma "organização criminosa que tem tentáculos em várias partes do País, e precisamos entender estes tentáculos". "Não há suspeitas de fraudes contra o deputado José Filippi", afirmou.

Em entrevista, o ex-tesoureiro da campanha de Dilma foi acusado pelo ex-diretor do Dnit de ter feito pressão para que Pagot pedisse contribuições de campanha para o PT de empreiteiras que têm contratos com o órgão.

Durante os debates, o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), defendeu a convocação do ex-tesoureiro petista. "Desconhecer que Zé Fillippi é citado por Pagot é absurdo", disse. "Não ouvir o senhor de Fillippi é dar dois pesos, duas medidas", criticou.

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