Agência Estado
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CPI adia depoimento de Protógenes para próxima quarta

Delegado que comandou a Satiagraha deveria depor amanhã e recorreu ao STF para ter o direito de se calar

Redação,

31 de março de 2009 | 18h23

A CPI dos Grampos decidiu adiar para a próxima quarta-feira, 8, o depoimento do delegado Protógenes Queiroz, anteriormente marcado para amanhã, segundo informações da Agência Câmara. Também foi adiado o depoimento do ex-diretor-geral da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda. Lacerda iria à CPI nesta quinta, mas irá depor no próximo dia 15. Protógenes recorreu ao Supremo Tribunal Federal na última segunda para garantir o direito de ficar calado e não ser preso durante o depoimento à comissão.

 

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Motivo do adiamento: os parlamentares querem ouvir o delegado próximo ao depoimento de Lacerda. O ex-diretor da Abin, hoje adido policial em Portugal, alegou dificuldade de vir ao Brasil e solicitou a transferência para a semana que vem. 

 

O delegado Protógenes comandou a Operação Satiagraha, que prendeu em julho o banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity; o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta; e o megainvestidor Naji Nahas. Por suspeitas de irregularidades no comando da operação, ele virou alvo de uma sindicância administrativa e uma representação na corregedoria, e foi afastado. Ele é suspeito de cometer irregularidades durante a ação da PF e foi indiciado em dois crimes: quebra de sigilo funcional e violação da Lei de Interceptações.

 

Nova denúncia da revista Veja complicou o delegado. A reportagem reforça a suspeita de que Protógenes usou métodos ilegais para investigar autoridades influentes e até pessoas do círculo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Satiagraha. A lista de investigados pelo delegado incluiria a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o filho do presidente, Fábio Luiz da Silva, o Lulinha. Ele negou as acusações.

 

Após nova suspeita, a CPI dos Grampos prorrogou os trabalhos por mais 60 dias e o convocou para depor. O delegado prometeu dar "nome aos bois". No entanto, recorreu ao STF para ficar calado.

 

(Com Ana Paula Scinocca, de O Estado de S. Paulo)

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