CP pede cassação do mandato de prefeito de Campinas

A Comissão Processante (CP) que apura supostas irregularidades na administração Hélio de Oliveira Santos (PDT), em Campinas (SP), pediu a cassação do mandato do prefeito em seu relatório final, apresentado hoje. Os 33 vereadores vão votar o pedido de impeachment em uma sessão de julgamento marcada para começar quinta-feira, 19, às 9 horas.

TATIANA FÁVARO, Agência Estado

16 de agosto de 2011 | 19h14

Durante a reunião extraordinária serão lidas as 1.649 páginas do processo político-administrativo, cada um dos vereadores terá 15 minutos para falar, o prefeito terá direito a duas horas na tribuna para se defender ou nomear um representante legal para a defesa e, então, os vereadores votarão cada uma das três denúncias analisadas pela CP. A expectativa é de que a sessão de julgamento dure até o fim da semana.

A comissão apurou supostas irregularidades em autorizações para parcelamento do solo (loteamentos), instalações de antenas de telefonia celular no município e em contratos da Sanasa, a empresa de saneamento de Campinas que foi alvo de investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O relator do processo na Câmara, vereador Zé do Gelo (PV), disse que o relatório de 22 páginas está embasado sobretudo nos depoimentos colhidos pela CP. "São declarações que apontam que o prefeito já havia sido alertado para afastar funcionários que estavam cometendo irregularidades, antes da investigação do Ministério Público e das prisões", afirmou o relator.

O presidente da CP, vereador Rafa Zimbaldi (PP) afirmou que espera que os demais legisladores acompanhem o parecer do relator. "Analisamos todo o processo, sem pender para um lado ou outro, e vimos que existe a culpabilidade do prefeito, portanto indicamos a cassação". Em nota oficial, Hélio de Oliveira Santos disse que a seus adversários não restou nada além de calúnias para sustentar o pedido de impeachment. "Estou em paz com minha consciência, tranquilo e confiante de que a verdade prevalecerá", diz no documento.

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