Tiago Queiroz / Estadão
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Bruno Covas é internado na UTI com sangramento no fígado

Prefeito de São Paulo está no Hospital Sírio-Libanês para tratamento de câncer metastático que atinge seu sistema digestivo

Bruno Ribeiro e Fabiana Cambricoli, O Estado de São Paulo

11 de dezembro de 2019 | 18h46
Atualizado 12 de dezembro de 2019 | 10h06

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), teve um sangramento no fígado na tarde desta quarta-feira, 11, e foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, onde está internado desde domingo para a quarta das sessões de quimioterapia a que vem sendo submetido para tratar um câncer no sistema digestivo.

Segundo o boletim médico divulgado pela Prefeitura nesta tarde, o sangramento se deu após procedimento para demarcação da lesão tumoral. Ao constatarem o sangramento intra-hepático (na parte interna do fígado), os médicos fizeram uma arteriografia (procedimento radiológico com injeção de contraste) e o bloqueio da circulação na área afetada (a embolização do foco de sangramento), procedimento descrito no boletim como “minimamente invasivo”.

A ida para a UTI, após esse procedimento, se deu para o monitoramento de Covas, segundo o boletim médico assinado pelos médicos Fernando Ganem, diretor de Governança Clínica do Sírio, e Maria Beatriz Souza Dias, diretora clínica do hospital.

A demarcação do tumor é feita com a colocação de uma espécie de clipe de metal na lesão. O Estado apurou que, como o ferimento de Covas no fígado vinha respondendo bem ao tratamento e diminuindo, ele poderia "sumir" dos exames de imagem e, por isso, foi demarcado com o clipe para continuar sendo monitorado.

A agulha usada para a colocação do clipe, porém, machucou uma pequena artéria, provocando o sangramento, que foi controlado. A transferência para a UTI teria sido uma questão de "zelo", comum em casos assim. O prefeito está se recuperando bem da hemorragia, mas ainda não há previsão de alta, segundo apurou a reportagem.

Tratamento oncológico

Na segunda-feira, 9, os médicos afirmaram que o tratamento vinha dando resultados e as lesões cancerígenas estavam diminuindo de tamanho. O fígado é um dos órgãos atingidos pelo câncer que ataca o prefeito. Os tumores malignos haviam sido detectados na cardia, área de transição do esôfago para o estômago, e sofrido metástase para o fígado e para linfonodos da região abdominal.

Em entrevista coletiva ocorrida na segunda, 9, no auditório do Sírio, o médico Tulio Pfiffer, um dos especialistas que acompanha o prefeito, havia dito que o tumor do fígado havia tido “redução expressiva” após a primeiro ciclo de quimioterapia, que consistiu em três sessões. 

O prefeito de São Paulo, de 39 anos, que não se licenciou, iniciou nesta semana o segundo ciclo do tratamento, que consiste em mais cinco sessões até fevereiro. 

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