Covas não apóia candidaturas no Senado

O governador licenciado Mário Covas (PSDB) comentou hoje a crise que está envolvendo a base política do governo federal, por causa da disputa pelas presidências da Câmara e do Senado. Bem disposto, ele participou das comemorações de 25 anos da Defesa Civil, no Palácio dos Bandeirantes. O governador licenciado receberá, durante a tarde, a visita do presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). Covas adiantou que não dará apoio a Bornhausen para se lançar candidato à presidência do Senado, caso o senador venha a pedi-lo. ´Não daria porque, no momento em que eu o fizesse, estaria dando uma posição de governo", justificou. "Eu estaria negando aquilo que eu acho que deve ser feito. Isso é um assunto interno do Senado", afirmou. "Eu nem sei sobre o que ele (Bornhausen) quer falar comigo, ele ligou, disse que queria conversar e eu disse tudo bem", contou. "Está muito ruim o clima geral", comentou ele, sobre as disputas para a presidência da Câmara e do Senado. Covas não acredita que venha a ocorrer um racha entre o PFL, PMDB e PSDB, a base aliada. "Não vai acontecer nada não, se tiver juízo. Se querem disputar a eleição na Câmara, disputem, mas não podem transformar isso numa crise nacional", disse. Ele aprovou a decisão do presidente Fernando Henrique Cardoso de se manter afastado da disputa. Essa foi a primeira entrevista coletiva do governador desde que Covas se afastou do cargo em 22 de janeiro, após a internação de quatro dias no Instituto do Coração (Incor) na capital. Ele falou com a imprensa durante aproximadamente 10 minutos. "Estava com saudades de vocês", disse, ao se despedir dos jornalistas.

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